Em plena fase de expansão, a tecnologia dos defensivos biológicos tem tudo para avançar no país que é um dos maiores produtores agrícolas do mundo. Esse processo de evolução poderá ser  visto no I Fórum Brasileiro de Bioefensivos (29 e 30 de agosto) que vai detalhar o perfil da oferta e as tendências para os próximos anos.

O uso de organismos vivos para o controle de pragas é uma tendência mundial impulsionada pelos interesses de consumidores, agricultores e fornecedores, explica Amália Borsari, consultora executiva da Associação Brasileira das Empresas de Controle Biológico, ABCBio, promotora do evento.

Para situar o potencial de crescimento da área, ela lembra que hoje os defensivos biológicos respondem apenas por 2% do total do mercado brasileiro de inseticidas, nematicidas e fungicidas. Entretanto, na Europa, eles já representam de 14% a 16% do mercado e nos EUA, 6%. “Nossa expectativa é de uma expansão anual de 15% a 20% nos próximos anos”. A ABCBio, que conta com 24 associados,  está realizando um levantamento sobre as características do mercado, que será divulgado durante o Fórum.

Mariposas. O lastro da pesquisa e aplicação vem se adensando nos últimos anos e hoje já existem defensivos biológicos, por exemplo, para o controle das principais pragas de lepidópteras (borboletas, mariposas),  que atacam a soja, o milho, o algodão, a cana-de-açúcar e diversas culturas hortigranjeiras.

Nessa categoria, espécies cujas lagartas prejudicam diversas culturas (Helicoverpa armigera, Helicoverpa zea, Heliotis virescens, Spodoptera frugiperda, Chrysodeixis includens, Anticarsia gemmatalis e Diatraea saccharalis), podem ser perfeitamente controladas por defensivos microbiológicos associados à liberação de inimigos naturais, sem o uso de defensivo químico, observa.

A cana-de-açúcar é um bom exemplo de como a indústria de biodefensivos formula respostas para cada situação. Pelo menos quatro desses predadores (broca-da-cana, cigarrinha-das-folhas, cigarrinha-das-raízes, gorgulho-da-cana) são combatidos com soluções baseadas em fungos ou vespas .

“Acreditamos que as inovações virão na forma de formulações e agentes biológicos cada vez mais específicos para cada praga, o que possibilita e preserva a vida de insetos benéficos à produção agrícola, o chamado predador natural, reduzindo a necessidade do uso de agroquímicos.” Existe um consenso, constata a consultora, de que ainda há muito por fazer e que o controle biológico encontra-se em um estágio inicial.

Veja o site do I Fórum Brasileiro de Biodefensivos

CONTEXTO:

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