Autor: Interface CTI

Outubro: Fiocruz Minas identificará genoma de bactéria que causa meningite e pneumonia; Ufam pesquisa hormônio de crescimento do tambaqui

Pesquisadores da Fiocruz Minas vão verificar fatores de virulência e genes de resistência a antimicrobianos de bactéria que causa meningite, pneumonia e outras doenças; pesquisador da Ufam trabalha para produzir hormônio de crescimento do tambaqui em fungos; Eleve Pesquisa e Desenvolvimento fará pele tridimensional Fiocruz sequencia genoma de bactéria da meningite e pneumonia Fiocruz Minas – Pesquisadores da Fiocruz Minas, em parceria com o Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) e a Fundação Ezequiel Dias (Funed), vão identificar o genoma acessório de dois importantes sorotipos da Streptococcus pneumoniae, bactéria que causa meningite, pneumonia e outras doenças. O objetivo é verificar, nos sorotipos 3...

Leia mais

Setembro: enzimas de fungos para produzir bioetanol

 Um mix de enzimas de micro-organismos da Amazônia será usado na produção de álcool de segunda geração (bioetanol). Projeto desenvolve coquetel para degradar biomassa vegetal e transformá-la em açúcar. Empresa pretende produzir enzimas a partir dos fungos também para outras finalidades, como o setor de alimentação Mix de enzimas de fungos da Amazônia será usado na produção de álcool Agência Fapeam – Um mix de enzimas de micro-organismos da Amazônia será usado na produção de álcool de segunda geração (bioetanol). O projeto está atualmente em fase de otimização da produção de enzimas para composição de um coquetel que será...

Leia mais

Pesquisas científicas travam por falta de verbas

Diário Catarinense (Joana Colussi) Debruçados por mais de 20 anos no desenvolvimento de uma vacina contra o carrapato bovino, um dos principais problemas da pecuária brasileira, um grupo de pesquisa do Centro de Biotecnologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) chegou à fase derradeira do projeto: os testes de viabilidade comercial. Justamente agora, os pesquisadores não estão conseguindo fazer os experimentos a campo. Faltam recursos públicos. – Foram 25 anos de trabalho para chegarmos a um produto, único no mundo – diz Itabajara Vaz, professor do Laboratório de Imunologia Aplicada à Sanidade Animal da UFRGS. A única vacina contra a praga disponível no mercado hoje é fabricada em Cuba e não é adaptada à realidade brasileira, explica o professor. A substância desenvolvida no Rio Grande do Sul poderá ter impacto na produção pecuária da África, da Austrália e da América do Sul – com climas tropicais semelhantes ao do Brasil. A vacina contra o carrapato bovino é uma entre milhares de pesquisas brasileiras que vêm sofrendo com cortes sucessivos de verbas do governo voltado à ciência e tecnologia no país. Embora a redução no volume de recursos é sentida desde o final de 2014, a diminuição drástica de verbas para todas as áreas do conhecimento ocorreu neste ano. – Tivemos um corte de 40% no orçamento de custeio e investimento neste ano, na comparação com 2014...

Leia mais

INCTs: o que vamos dizer às próximas gerações de brasileiros?

Jornal da Ciência (Vanderlan Bolzani, vice-presidente da SBPC) Talvez não existam muitos exemplos, entre as nações civilizadas, de países que tenham decidido destruir seu patrimônio intelectual e científico. Mas estamos hoje, sem dúvida, no Brasil, fazendo essa opção: os governantes, com suas decisões, e a sociedade, sem reação pela falta de informação sobre o que está ocorrendo na área de ciência e tecnologia. Ilustração gritante dessa destruição é a situação dos Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (INCTs), criados em 2008, nos quais foi investido até agora cerca de R$ 1,5 bilhão*. Redes de pesquisa voltadas para temas estratégicos, os atuais 101 INCTs foram criados e são responsáveis por projetos que envolvem cerca de sete mil pesquisadores, entre os mais qualificados do País, de 410 laboratórios, de quase todos os estados da Federação. Em seus nove anos de existência – pouco tempo quando se fala de pesquisa científica – o conjunto de institutos espalhados por este Brasil deu corpo a um programa ambicioso, mas perfeitamente factível como a realidade mostrou. Em sentido amplo, os INCTs formam uma rede integrada de conhecimentos gerados por universidades e institutos de pesquisa para criar respostas científicas e tecnológicas às necessidades do País, isto é, transformar esse conhecimento em bens de alto valor agregado. Mas o que isso significa? Significa muita pesquisa de excelente nível em várias áreas. Destaco apenas algumas, como, por exemplo,...

Leia mais

Desmantelamento da ciência brasileira põe em risco a conservação da biodiversidade global

Jornal da Ciência – Um grupo de 54 pesquisadores brasileiros acaba de publicar um artigo na revista científica Perspectives in Ecology and Conservation, do grupo Elsevier, denunciando que os cortes drásticos no orçamento da ciência brasileira impõem riscos para a conservação da biodiversidade global. O artigo descreve o caso do Programa de Pesquisa em Biodiversidade (PPBio), do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), que conta com mais de 600 pesquisadores associados, realizando pesquisas em mais de 90 localidades do País, conforme conta o professor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Geraldo Wilson Fernandes, um dos autores do artigo. “Temos uma malha de locais onde continuamente amostramos a dinâmica da biodiversidade e os serviços ecossistêmicos fornecidos pelo nosso capital natural (habitats, ecossistemas e biodiversidade), que estão sendo pulverizados pela falta de recursos.  Agora, tudo pode se perder. Não teremos como manter estes locais, conquistados com muita labuta e durante um período de mais de 10 anos”, lamenta o professor. O artigo destaca que os sucessivos cortes orçamentários afetam de maneira radical programas de pesquisa sobre biodiversidade, fundamentais para o monitoramento e para a proposição de políticas de conservação ambiental e de desenvolvimento sustentável. De acordo a publicação, assinada por 54 cientistas, o PPBio é a maior rede de pesquisa em biodiversidade do Brasil e o seu desmantelamento comprometerá o Plano Estratégico de Biodiversidade 2011–2020 e, mais que...

Leia mais

Agosto: pesquisadores do RJ isolam e fazem o sequenciamento do vírus chikungunya

Resultados permitirão melhor identificação dos fatores de propagação do vírus; proteína pode combater células com HIV; Câmara aprova doação exclusiva para projetos de universidades; Campinas inicia Reciclar Verde no projeto Agropolo; catálogo reúne conhecimento sobre mais de 100 plantas medicinais da caatinga Pesquisadores fazem sequenciamento do vírus chicungunya e descobrem mutações Faperj (Vilma Homero) A colaboração entre diferentes instituições fluminenses diante dos casos de chikungunya que acometeram pacientes no estado em 2016 começa a dar seus primeiros – e importantes – resultados. Pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), da Universidade do Estado do Rio de Janeiro...

Leia mais

Inibidor do vírus Zika deve levar 10 anos para ser produzido em larga escala

Agência Brasil (Sumaia Villela) Cientistas da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) em Pernambuco descobriram substância que pode bloquear o vírus Zika. Mas ainda serão necessários anos de estudo antes que a 6-metilmercaptopurina ribosídica (6MMPr) vire um medicamento a ser produzido em larga escala. Segundo a descoberta,  a substância “imita” uma parte do vírus, que é inserida no genoma do zika para a reprodução. O sucesso obtido pelos pesquisadores foi de mais de 99%. O estudo foi publicado na última sexta-feira (11) na revista International Jornal of Antimicrobial Agents, mas a Fiocruz divulgou somente nessa terça-feira (15) a descoberta.  A substância, sintética, é do grupo das Tiopurinas, origem de medicamentos contra o câncer. Esse tipo específico, no entanto, nunca foi utilizado. Os pesquisadores da Fiocruz trabalhavam com a 6MMPr em um outro estudo, para combater um vírus de cachorro, a Cinomose canina. “Nós identificamos que ela tem atividade contra a Cinomose. E por ser um vírus de RNA, assim como o Zika vírus, nós formulamos a hipótese que também funcionaria contra o zika”, conta o coordenador da pesquisa, Lindomar Pena. Para levar o estudo à frente, a equipe utilizou material e recursos humanos de outras pesquisas financiadas pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e pela Fundação de Amparo à Ciência e Tecnologia de Pernambuco (Facepe), já que, segundo Pena, no período de um ano não surgiu nenhum edital para financiamento...

Leia mais

Bioeconomia: pesquisa (em risco) desvenda a riqueza dos resíduos da agroindústria

A agroindústria brasileira tem uma tarefa para os próximos anos que é criar tecnologias para aproveitar os resíduos de sua grande produção. Na fonte até agora inexplorada estão, por exemplo, anti-inflamatórios ou antioxidantes para alimentos e cosméticos.  Uva, amendoim, goiaba, tomate são alguns dos potenciais geradores de divisas obtidas a partir de materiais descartados, à espera de pesquisa e processos para extração de bioativos. “Já sabemos que esses materiais são fontes de compostos com propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias, de grande valor industrial”, afirma Severino Matias de Alencar, pesquisador do Departamento de Agroindústria, Alimentos e Nutrição, da ESALQ Escola Superior...

Leia mais