Piranha_AB_NOVASopa de piranha em sachê, patenteada pelo Instituto, é um dos lançamentos dos novos empreendedores

A Incubdora do  Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia, INPA, abrigará, a partir de maio, cinco empresas em fase de desenvolvimento, cujo tempo previsto é, em geral, de três anos.  Embora sejam projetos voltados para os recursos da região as cinco visam nichos diferentes, mostrando que existe uma variada gama de possibilidades para empresas de base tecnológica.

A Original Trade vai produzir insumos para cosméticos. A Manahh Produtos Alimentícios começa a fabricar sopa instantânea de piranha, com base em patente do próprio INPA (veja abaixo). A Peixe Folha da Amazônia tem como alvo a exportação de peixes ornamentais a partir de um novo processo que assegura a sanidade e baixa taxa de mortalidade dos animais. A Da Flora investe no mercado crescente de adubos orgânicos. A K-Mat Soluções Hidro Sanitárias, de Santarém (PA), desenvolveu um biodigestor para ser usado em embarcações fluviais com o objetivo de reduzir a quantidade de dejetos jogados nos rios.

Criada em 2002, a Incubadora do INPA apoiou até agora sete empresas, oferecendo instalações, cursos de capacitação e auxílio na elaboração de planos de negócios. As cinco empresas foram selecionadas em um total de 12 candidatos, informa Larisse Drumond, gerente da instituição. Faz parte também desse trabalho o apoio na realização de pesquisas de mercado que permitem ajustar as rotas dos planos de negócio originais.

Sopa de piranha

Uma das possibilidades para os candidatos é licenciar patentes do INPA. O Instituto relaciona  75 produtos e processos patenteados que oferecem oportunidades de negócios e estão à disposião de empreendedores, diz Noélia Falcão, responsável pela Coordenação de Extensão Tecnológica e Inovação do ógão.

Essa foi a escolha da Manahh Produtos Alimentícios. A empresa licenciou o processo de fabricação da sopa creme instantânea de piranha, patenteada pelo Instituto, e construiu uma unidade de produção em Iranduba, a 20 quilômetros de Manaus.

Aprígio Mota, engenheiro de Pesca, pesquisador do INPA e um dos cinco sócios da Manahh explica que o produto se destaca pelo alto teor protéico e baixo valor calórico. Ao mesmo tempo, mostra bons resultados em suas propriedades de sabor, aroma e textura. Em forma de pó, após o processo de desidratação do peixe, a sopa é acondicionada em sachês para ser dissolvida em água.

O alvo principal é o mercado asiático, para o qual a pesquisa realizada apontou indicadores positivos, diz Mota, com populações que tradicionalmente consomem sopas instantâneas de peixe. O projeto tem também uma face ambiciosa ao planejar introduzir a sopa de piranha como alimentação para crianças em situação de desnutrição, graças ao seu valor proteico. Uma embalagem de sopa, afirma, equivale ao necessário para a alimentação de meio dia de uma criança. Prevê, também, a inclusão das comunidades de pescadores e agricultores ribeirinhos na cadeia de valor do produto.

Com informações da Ascom do INPA

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