Mercado global de bioplásticos deve alcançar US$ 68,57 bilhões em 2024; Burberry lança coleção com fios de resíduos reciclados

As dez tecnologias emergentes em 2019 segundo o WEF
Relatório publicado pelo World Economic Forum, em julho, relaciona as dez tecnologias que na avaliação dos especialistas devem impactar a vida econômica e social do mundo nos próximos anos. Essas tecnologias emergentes, de caráter disruptivo e positivo, vão alterar a ordem existente, atrair investidores e pesquisadores, e ganhar escala nos próximos cinco anos. São elas:
1) Bioplásticos para a economia circular. Menos de 15% do plástico produzido mundialmente é reciclado. O resto é incinerado, abandonado ou vai para aterros. O plástico biodegradável é uma solução mas não tem a resistência do material convencional. A ideia inovadora é produzir plástico a partir de celulose ou lignina de resíduos vegetais o que aumenta a força do material e não utiliza recursos destinados à alimentação.
2) Robôs sociais. Hoje os robôs podem reconhecer vozes, faces e emoções, interpretar padrões de fala e gestos e até fazer contato visual. Droides amigos e assistentes estão se tornando parte da vida diária e passam a ser usados para cuidar de idosos, educar crianças e realizar tarefas.
3) Metalentes. Fazer com que as lentes usadas em celulares, computadores e outros dispositivos eletrônicos ficassem menores está além da capacidade tradicional das técnicas de corte e curvatura do vidro. Mas os avanços da física encontraram alternativas que são as metalentes. Elas são pequenas, finas e podem substituir as lentes atuais com a vantagem da miniaturização em sensores e dispositivos de imagens médicas.
4) Proteínas desordenadas como alvos de drogas. “Proteínas intrinsecamente desordenadas” são proteínas que podem causar câncer e outras doenças. Ao contrário das convencionais, elas não apresentam uma estrutura rígida, o que as torna mais difíceis de serem abordadas. Agora, os cientistas descobriram uma maneira de evitar a mudança de forma nessas proteínas por tempo suficiente para que o tratamento tenha efeito.
5) Fertilizantes inteligentes. Aperfeiçoamentos recentes nos fertilizantes ampliaram a capacidade de liberar lentamente nutrientes para as plantas quando necessário. Mas eles ainda contêm amonia, ureia e potássio. Novos fertilizantes usam fontes de nitrogênio mais ecologicamente corretas e microorganismos que melhoram a absorção das plantas.
6) Telepresença colaborativa. Uma videoconferência que permite aos participantes não apenas sentir como se estivessem na mesma sala, mas também sentir o toque da outra pessoa. A junção de tecnologias como Realidade Aumentada, Realidade Virtual, redes 5G e sensores avançados significa que pessoas em diferentes locais podem trocar uma aperto de mão e médicos atenderem remotamente seus pacientes.
7)Acompanhamento avançado de alimentos e embalagens. Cerca de 600 mil pessoas comem alimentos contaminados todos os anos e é essencial localizar a fonte de contaminação rapidamente. Esse rastreamento pode levar dias ou semanas. A tarefa agora pode ser feita em minutos usando a tecnologia de blockchain que monitora cada etapa do progresso de um alimento na cadeia de suprimentos. Sensores na embalagem, por sua vez, podem indicar quando a comida está prestes a estragar, permitindo a eliminação de um único item e não de um lote inteiro.
8) Reatores nucleares seguros. Reatores nucleares trazem como fator inerente um risco de segurança que é o superaquecimento das barras de combustível. Estas, quando misturadas à água podem produzir hidrogênio e explodir. Novos combustíveis, com possibilidade muito menor de superaquecimento e, se o fizerem, produzir pouco hidrogênio, o queabre novas possibilidades no campo da energia.
9) Armazenamento de dados no DNA. A pesquisa inovadora está usando armazenamento de dados baseado em DNA como uma alternativa de baixa energia para discos rígidos de computadores, com capacidade enorme: uma estimativa sugere que todos os dados produzidos no mundo por um ano podem ser armazenados em um cubo de DNA medindo apenas um metro quadrado.
10) Ganho de escala no armazenamento de energia renovável. As baterias de íons de lítio prometem dominar a tecnologia de armazenamento na próxima década, e avanços contínuos devem resultar em baterias com capacidade de armazenamento de até oito horas. O tempo é suficiente, por exemplo, para permitir que a energia gerada por energia solar atenda à demanda de pico no período noturno.

Burberry tem roupas com nylon de resíduos reciclados
A tradicional confecção britânica Burberry lançou sua coleção de roupas feitas com Econyl, fio de nylon produzido a partir de resíduos reciclados, fornecido pela fabricante de fibras sintéticas italiana Aquafil. O fio é fabricado com redes de pesca, retalhos de tecidos e plástico industrial. A coleção faz parte dos planos da Burberry de promover a moda sustentável e reinventar o casaco clássico e leve da empresa. De acordo com a companhia, esse é apenas uma das 50 iniciativas que vem adotando e que envolvem sua cadeia de suprimentos. veja aqui

Mercado global de bioplásticos deve alcançar US$ 68,57 bilhões em 2024, diz consultoria
Relatório publicado pela Allied Market Research sob o título Mercado de Bioplásticos por Tipo e Aplicação: Análise de Oportunidades Globais e Previsão da Indústria 2018-2024, estima que o mercado mundial de bioplásticos, cujo valor era de US$ 21,1 bilhões em 2017 deve chegar a 2024 alcançando US$ 68,6 billhões. Os bioplásticos são utilizados de forma intensiva para embalagens rígidas que respondem por cerca de um terço do valor global do segmento. Os fatores que têm dirigido esse crescimento são a preocupação com a sustentabilidade, políticas governamentais, novas fontes de matérias primas renováveis e o interesse dos consumidores. Veja aqui.

Novo solvente produzido a partir de etanol
A Braskem anunciou no mês passado o lançamento do novo solvente HE 70S feito com álcool de cana. O produto de base biológica oferece menor toxicidade e maior poder de solvência em comparação com os solventes de hidrocarbonetos tradicionais.
O HE 70S é o primeiro produto desenvolvido pelo Laboratório de Solventes inaugurado pela Braskem em 2018 no complexo petroquímico do ABC, na Grande São Paulo. Veja aqui.