Modelos desenvolvidos pela natureza, ao longo de milênios, podem gerar soluções inovadoras para a medicina e a indústria de fármacos. Três exemplos dessa abordagem estão na reportagem da publicação europeia Labiotech, de dezembro. (Veja a íntegra da reportagem aqui)
A galesa Jellagen, empresa de biotecnologia marinha, avança na produção de colágeno obtido da água-viva. Colágeno, a proteína mais abundante em mamíferos, é um componente básico de muitos tecidos e tem ampla variedade de usos para a medicina, indústria de cosméticos e farmacêutica. Normalmente é extraído de mamíferos, como vacas, porcos ou ovelhas. Mas o material dessas fontes pode ter restrições, como potencial transmissor de doenças. Já o colágeno da água-viva é um modelo químico ancestral, afirma o texto, do qual os outros colágenos se derivaram e compatível com um largo espectro de células. O produto lançado pela Jellagen destina-se a várias aplicações, como tratamento de ferimentos, medicina regenerativa ou recuperação de tecidos.
A startup italiana GreenBone, foi fundada em 2014 com o propósito de criar enxertos ósseos para pacientes com problemas causados por traumas, câncer ou dificuldades de regeneração. A triagem a levou a identificar no ratan, similar ao bambu, a planta com as propriedades ideais para exercer a tarefa de sustentar o osso. Segundo essa pesquisa, o ratan tem uma arquitetura 3D interna que imita a maneira como os vasos sanguíneos atravessam os ossos. Ele é dimensionado e recebe um tratamento químico que preserva sua estrutura mas elimina os componentes biológicos,
A francesa Tissium é a desenvolvedora do Setalum, um selante para cirurgias vasculares inspirado na secreção do verme “castelo de areia” frequente na costa da Califórnia. As colas cirúrgicas convencionais, nota a publicação, apresentam problemas para se manterem no lugar devido ao movimento constate do corpo. Além disso reagem aos altos níveis de umidade. O Selatum, por sua vez, é altamente viscoso e hidrofóbico, não se afeta pelo movimento e pela umidade. Depois de colocado, o cirurgião faz uma aplicação de luz ultravioleta, o que polimeriza a substância, que fica sólida, em alguns segundos.

Plásticos – A guerra perdida em 2019
Reportagem do jornal The Guardian, de janeiro, faz um balanço do cenário da poluição provocada pelo plástico, constatando que em 2019, os poluidores venceram (The plastic polluters won 2019 – and we are running out of time do stop them). O texto informa que desde 2010 a indústria petroquímica investiu cerca de 200 bilhões de dólares e planeja investir mais 100 bilhões, com a expectativa de crescimento da produção de plástico de 40% até 2030. O plástico atualmente, constata, absorve 14% de toda produção de óleo e gás.
O jornal cita exemplos de cidades que estão fazendo esforços para impedir a crescente poluição que vem do mar, como a praia, como a praia de Muncar, na ilha de Java, que nos últimos anos viu aumentar de forma assustadora o lixo plástico que vem do oceano.
Veja a íntegra da matéria aqui